O gênero Conothraupis conta atualmente com apenas duas espécies com ocorrência no Brasil aceita pelo CBRO, e que também até o momento são consideradas monotípicas, ou seja, sem subespécies.
O Tiê-bicudo mede de 12,2 a 14 cm de comprimento e pesa entre 15 e 15,5 g. O macho apresenta plumagem negra com um brilho esverdeado, meio do peito e barriga brancos, assim como o espéculo e a face inferior das asas; o bico é esbranquiçado e os pés pretos. A fêmea é marrom parda, com a parte inferior levemente mais clara; o bico é marrom escuro. O Tiê-bicudo pertence a família Thraupidae. Afirmações de que esta espécie apresenta mais afinidades com os Emberizidae são errôneas e resultado de desatualização ou desconhecimento da atual taxonomia dos passeriformes.
A proposta nº 512 de novembro de 2011 para o SACC, trata sobre a Transferência de gêneros da família Emberezidae para a família Thraupidae.
Hoje, não temos aves da família Emberezidae no continente americano. A família Emberizidae continua a existir, mas engloba especialmente os gêneros ocorrentes no Velho Mundo.
“Com a redescoberta de “Conothraupis” mesoleuca (2003) e o aprendizado da sua vocalização e de seu comportamento verificou-se que ele não é aparentado ao Conothraupis speculigera (centrado na Amazônia peruana) mas quase certamente é associado ao Dolospingus fringilloides (das campinas do norte da Amazônia) que também pertence a família Thraupidae e não Emberezidae.”
O Tiê-preto-e-branco mede entre 16–16,5 cm; e pesa ente 23–28 g. Esta espécie apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho apresenta plumagem da cabeça, manto e cauda de coloração preta, o pescoço e peito também são pretos. O ventre, o crisso são brancos. As asas são pretas, apresentando um conspícuo espelho branco característico que lhe confere o nome científico. O bico forte, os tarsos e pés são de coloração cinza-azulados. Apresenta a íris de cor vermelha.
A fêmea apresenta coloração esverdeada, com o ventre na coloração amarelo pálido. Olhos com íris vermelhas, bico e pés cinza-azulados.